segunda-feira, 26 de março de 2012

.: De volta :.


Ele tinha apenas 18 anos quando se apaixonou.

Quando adolescentes, tínhamos um grupo musical, basicamente família: irmãos, primos, namorados... Meu pai queria que usássemos instrumental ao vivo, por isso chamou dois garotos da igreja pra tocar pra gente. Um deles, não sei como nem por que, se apaixonou por mim. Eu nem lhe dava atenção. Na verdade eu o achava muito esquisito... Sempre olhava como se estivesse com medo de mim... E eu gosto de pessoas de atitude, que tenham firmeza em seus modos, que saibam exatamente o que querem. E ele não demonstrava nada disso. Portanto, sem chance.
A única coisa que gostávamos em comum era a musica. Ou até onde o deixei falar, era o que eu sabia.

Uns anos trás o adicionei no msn. Não lembro como conseguimos o e-mail um do outro, até pq, na época q conversamos (na adolescência) ter internet em casa era privilégio de poucos.

Qdo morei no PR ele me enviava e-mails falando mal do meu time e sempre me deixava irritada. Qdo voltei pra SP conversávamos (sempre por msn) mas várias vezes desligava o computador falando “não sei porque que eu ainda converso com esse menino”.

Uns meses atrás ele começou a frequentar Vl Maria. E os papos se tornaram menos críticos (pq ele não gostava de nada, não aceitava bateria na igreja, era todo conservador e tradicional, nada prestava a não ser o que ele gostava... enfim...) e mais frequentes. Ele havia mudado. Estava muito diferente. Voltamos a falar sobre musica. Falou que estava gostando da VM, que o pensamento sobre a tal bateria tinha mudado, que D-s havia transformado o coração dele... E com essa mudança, nossos papos foram aumentando. E ai fui descobrindo coisas que já sabia, mas agora com mais detalhes. Ele lembrava quais roupas eu usava, o que fazia enqto conversava com minhas amigas (eram primas), quais filmes assistimos depois do ensaio, sabia o que gostava de comer... Ele foi absolutamente apaixonado por mim. E disse que por mais que ele gostasse de outras garotas, o ideal de mulher pra ele era eu. Foram 10 anos “esperando” por mim. Isso que estou escrevendo é pouco para os detalhes que me contou.

E ai, começamos nos falar durante o dia, a trocar e-mails, e ficar até a hora de dormir conversando. Nos tornamos amigos q compartilhavam todos os acontecimentos do dia e aí... Descobri um homem carinhoso, romântico, cuidadoso, trabalhador, temente a D-s, sincero, engraçado e sorridente por trás daquela cara de nerd.

Tempos depois nos reencontramos e o vi na igreja a primeira vez com outros olhos. Qdo sorriu pra mim, lá na frente com seu violoncello, parece que até meus olhos sorriram junto. Fui arrebatada por um olhar e um sorriso.

Sou “apaixonada” por um sorriso.

O romance esta em minha vida...

Me sinto bem mais leve.. rs...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

.: Só mais 10 minutinhos :.

Ela sente uma leve pressão em seu corpo. Em sua mente, ainda anuviada pelo sono, os pensamentos já estão a mil. As lembranças da noite anterior a faz sorrir.
Os corpos estão aquecidos de amor. O calor que os cerca é envolvente liberando odores convidativos.
O tempo para. Somente os sons do coração e respiração se ouve.
Ela se mexe aconchegando-se ainda mais ao corpo daquele que ama. Os pelos dele fazem leves cócegas em suas costas e mais uma vez sorri.
Ele é dela e ela é dele.
Não há necessidade de palavras.
Na escuridão daquele ninho de amor, verifica o relógio. Hora de sair da cama. Não existe nem a mínima vontade de sair dali.
Olha mais uma vez para o relógio. Só mais 10 minutinhos...


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

.: Completo :.


Havia uma costela que vagou por esse mundo por muito tempo. As vezes ela pensava que havia encontrado o peito certo pra morar, mas nenhum se encaixava perfeitamente a sua forma. Ou faltava espaço ou sobrava. Alguns até pareciam que dando uma lixadinha aqui um jeitinho ali poderia se encaixar. Não aconteceu.
Ela estava cansada de tantas batidas, lixadas e ajeitadas, porque a cada tentativa, parecia que sua forma real se deformava.
Mas um dia, um lindo dia, ela encontrou o peito onde encontrou a forma perfeita, o molde correto. Não precisou de reajustes. Era simplesmente "ele". Com suas curvas e encaixes.
E ela que pensava que nunca iria, finalmente encontrou sua parte. Seu corpo que lhe faltava.
Agora sim, corpo e costela andam onde sempre deveriam estar.

Amo ser a parte que te completa.
Amo ser cuidada por vc.
Amo ser sua Princesinha.

Meu corpo.

by A.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Diálogo


E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor… cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele…

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…

- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

.: The Moon :.


Olhando pro céu, de repente, me peguei pensando se estarias olhando a mesma lua que eu.




Te dou o brilho do luar que colocaste em meu olhar...

by A.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

.: Estranho. Mas a Vida Continua :.

É... Não é fácil. Nunca é.
Quando nos separamos, pensei que sentiria falta, mas não tanto. Neste momento sinto falta, sinto saudade, sinto tudo. E por mais que eu saiba que vai passar... É tão estranho.

Estranho é, vc compartilha sua vida com alguém. Sabe seus planos, sonhos, segredos, seus momentos de stress, de insônia, de alegria, e, de repente, não tem mais nada disso. Vcs fazem planos juntos, sonha junto, caminha junto, e ai, onde foi parar tudo isso?
Eu não entendo alguém que diz amar não querer ficar junto.

Mas a vida continua.
Estranho é, vc acostuma com os hábitos, jeito, palavras, e de repente outro alguém aparece e as brincadeiras não são as mesmas. As palavras são diferentes. Os sorrisos são diferentes. Os gostos são diferentes. E é tudo muito novo e estranho.

E então começa de novo.
O mesmo processo. Aquele jogo de conquista. Novas brincadeiras. Novos gestos. Novos planos. Novos sonhos. Novo tudo.
Mas seu passado é tão presente que ainda sente aquele clima estranho. NÃO É ELE poxa vida.
Então a gente se diverte. Ri. Troca milhares de e-mails, torpedos, mensagens, mas aquele sorrisinho triste ainda está ali escondidinho.

É estranho.
Estranho é não ter ao seu lado quem vc amou. Quem te fez tirar os pés do chão. Quem te cativou.
Estranho é ter que refazer sua agenda, renovar seus planos, deletar lembranças.
Estranho é se sentir sozinha quando há tantas pessoas ao lado. Não encontrar aquele recadinho tão esperado no celular. Receber elogios e pensar “ele já disse isso também”.

É estranho, mas a porta não para de girar. A falta vai passar. A fila volta a andar.
É estranho, mas a vida continua.

By A.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

.: Exceção? :.

Enquanto ia ao Villa Lobos com meu pai ontem, debaixo do solitário capacete, nos meus pensamentos a frase “You are the the only exception...” não desgrudava da mente.
Não sei qual mensagem a música quer passar, até porque não sou muito fã, mas a frase impregnante continuou soando a mente, nem sei por que.
Mas a verdade é que, independente do que ela quer dizer na música, não existe exceções. Não importa o quão “perfeita” seja a pessoa ou quão boa ela seja, uma hora ou outra, ela vai te decepcionar. Ela nem sempre sabe disso, mas vai. Talvez por atitudes ou escolhas suas mesmo, mas vai.
Alguns fatos em minha vida se repetem (ou repetiram, uma "cena" em especial) e várias vezes me peguei pensando por quê. E a resposta é tão simples! Eu mesma permiti que acontecesse de novo e de novo. E vai continuar acontecendo se minhas próprias atitudes não mudarem.
Pessoas sempre vão decepcionar, uma hora ou outra. Não há exceção. Mas se eu não mudar minhas atitudes e pensamentos elas continuarão decepcionando de novo, de novo e de novo como um circulo vicioso.

Minha esperança está em Cristo que renova, transforma e regenera.
Ele sim é a única exceção.

Não vivam como as pessoas deste mundo, mas deixem que D-s os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês... [Romanos 12:2]